Tomar
 
 
Ruínas de casa romana, Conímbriga (séculos I-V). Do ...
 

Depois de séculos a viver na paz romana, a Europa passou por muitos acontecimentos e mudanças violentas.

Logo no século V, dá-se a queda do Império Romano do Ocidente, invadido pelos povos Bárbaros. Foto 1, Foto 2, Foto 3

No século VIII, a península Ibérica é rapidamente conquistada pelos Árabes que trazem o Islamismo a terras europeias. Foto 4

Só no século XI, passado o pior, a Europa medieval volta a viver momentos de estabilidade e crescimento. O comércio aumenta e as cidades começam a desenvolver-se. É este aumento da riqueza e uma paz relativa que permitem o aparecimento do Românico.

Nos séculos XI e XII, o seu período de crescimento e desenvolvimento, esta expressão artística espalha-se por toda a Europa cristã do ocidente, o que não acontecia desde o Império Romano. O Românico foi a expressão artística do tempo das Cruzadas, das lutas entre mouros e cristãos, da multiplicação das Ordens Religiosas. Foto 5

Nascida numa época de guerras frequentes, a arquitectura românica em Portugal, como em toda a Europa, tinha como função erguer castelos e fortificações. Porém, a construção da época foi, fundamentalmente, religiosa. Foto 6, Foto 7

As preocupações com a defesa estavam sempre presentes. Os edifícios lembram-nos castelos, com as suas ameias e torres, pois a igreja ou o mosteiro eram lugares de refúgio quando o inimigo atacava. Foto 8, Foto 9

Era mínimo o número de portas e janelas, sendo estas, muitas vezes, substituídas por pequenas seteiras. Por este motivo, o interior dos edifícios românicos é, geralmente, pouco iluminado. Foto 10, Foto 11

Para evitar os numerosos incêndios, o tecto de madeira foi substituído pela abóbada de pedra ou tijolo. As paredes eram, normalmente, baixas e grossas para poder sustentar o peso da abóbada. Foto 12

Em tempos de quase total analfabetismo, a escultura que decorava os templos era como um livro ilustrado, por onde a Igreja ensinava a religião aos seus fiéis. Foto 13, Foto 14

É na fachada que a decoração é mais rica, principalmente no portal. O tímpano, semicírculo sobre a entrada, tinha uma função principal, decorado, normalmente, com cenas do Antigo Testamento. Foto 15, Foto 16

O portal característico do românico é num arco de volta perfeita, formando uma semicircunferência. Dos lados do portal e conforme a riqueza do templo, varia a decoração. Os motivos podem ser geométricos ou figurativos. Foto 17, Foto 18

Os séculos XI e XII são o seu período de maior expressão, mas o românico não desapareceu de repente. Em Portugal, ainda o podemos encontrar em edifícios do século XIII/XIV. Foto 19, Foto 20

No nosso país, as sés de Braga, Porto, Coimbra e Lisboa são monumentos do período românico. Foto 21

Além dos castelos, o Domus Municipalis, dentro das muralhas de Bragança, é o edifício não religioso mais conhecido deste período. Foto 22, Foto 23

Em Tomar ainda podemos encontrar este estilo na igreja e torre de Santa Maria do Olival (vestígios) e na torre-igreja do castelo, a Charola. Foto 24, Foto 25, Foto 26, Foto 27, Foto 28

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