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O termo “gótico” refere-se aos povos Godos, como os Suevos ou Visigodos, que invadiram o Império Romano. Foi assim que lhe chamaram os novos artistas do Renascimento, ou seja, um estilo que eles achavam próprio dos Bárbaros, quando os Godos derrubaram a civilização romana; um estilo pouco culto e de mau gosto. Foto 1 O período de afirmação da arte gótica estendeu-se por cerca de 400 anos, mais ou menos entre 1100, quando nasce em França, e 1500. O desenvolvimento da actividade comercial, recomeçado entre os séculos XI e XII, aumentou no século XIII. As cidades, sobretudo as marítimas, tornam-se centros de comércio. Com o crescimento das cidades, a Burguesia começa a ganhar poder económico e político na vida do burgo (cidade). Foto 2 Com o aumento da população citadina, a Igreja vai voltar para lá a sua atenção, deixando de estar tão ligada à vida fechada dos mosteiros. A importância da religião cristã e a competição entre as cidades, enriquecidas pelo desenvolvimento do comércio, resultou na multiplicação de catedrais por toda a Europa Ocidental. Foto 3 O desenvolvimento económico e a paz fizeram diminuir as preocupações defensivas. Com o final do século XII, o gótico substitui definitivamente o estilo românico no gosto dos europeus. Foto 4, Foto 5 Ao contrário das baixas construções românicas, o gótico vai construir em altura. Para estar mais perto de Deus e para mostrar o poder económico da Burguesia, em competição com as cidades vizinhas. Foto 6, Foto 7, Foto 8 Este aumento da altura das construções é, em grande parte, possível pelo surgimento de novos modelos de abóbada, com uma estrutura mais leve, não precisando de paredes tão grossas para suportar o seu peso. Foto 9 À medida que se iam esquecendo as preocupações defensivas, portas e janelas cresciam em quantidade e tamanho. A sua forma também muda, o arco de volta perfeita dá lugar ao arco quebrado, ou em ogiva. Foto 10, Foto 11, Foto 12, Foto 13 Este aumento do número de aberturas, aliado à maior altura das igrejas, foi responsável por uma das principais características do gótico: a sua luz. Ao contrário do templo românico, escuro e sombrio, a igreja gótica é intensamente iluminada. Foto 14, Foto 15, Foto 16 A fachada do templo gótico, principalmente o portal, é a parte mais decorada do monumento. Com este estilo, a escultura ganha uma importância e qualidade que não tinha conhecido com o românico. Foto 17, Foto 18, Foto 19 Um marco na arquitectura gótica portuguesa é o Mosteiro da Batalha. Construído para comemorar a vitória na batalha de Aljubarrota, as obras prosseguiram até ao século XVI. Muitos monumentos portugueses vão ser influenciados pela arquitectura gótica deste mosteiro. Foto 20, Foto 21, Foto 22 Em Tomar, podemos visitar diversos monumentos construídos em estilo gótico, mas a igreja de Santa Maria do Olival é o mais antigo de todos eles. Os Templários ergueram-na, a meio do século XIII, sobre um templo românico construído por D. Gualdim Pais. Foto 23, Foto 24 Outro monumento gótico é a igreja de S. João Baptista. Aqui, podemos ver a influência do gótico da Batalha no portal e no púlpito, dois bons exemplos do chamado gótico flamejante. Foto 25, Foto 26, Foto 27 Além dos edifícios religiosos, os Estaus são outro exemplo da arquitectura gótica na nossa cidade. Foto 28 |
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